A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e de origem relacionada ao sistema imunológico. Aparece mais, frequentemente, em adultos jovens, de etnia branca, em uma proporção de 1,7 mulheres para 1 homem, sendo 90% diagnosticados entre 16 e 60 anos de idade. No Brasil, dez em cada 100 mil habitantes têm a doença, sendo mais comum em mulheres que em homens. Manifesta-se, em média, entre os 18 e 45 anos de idade.
Embora não seja herdada diretamente, a doença aparece em indivíduos geneticamente pré-dispostos. Na verdade, até hoje, não se sabe quais fatores ambientais causam o aparecimento da doença em determinados indivíduos, porém, muitos pesquisadores acreditam que a causa mais provável seja um vírus ainda não identificado.
Na EM, o "ataque" imunológico dirige-se contra uma substância denominada mielina, no Sistema Nervoso Central. Os sintomas que ocorrem na EM são resultantes de danos à bainha de mielina que envolve os neurônios, sendo um processo denominado desmielinização.
Os sintomas da doença podem incluir perda de visão, visão dupla, rigidez, fraqueza, falta de equilíbrio, dormência, dor, problemas no controle da bexiga e intestinos, fadiga, mudanças emocionais e comprometimento intelectual. O tipo e o número de sintomas va-riam de uma pessoa para outra, dependendo do local no sistema nervoso central afetado.
DIAGNÓSTICO DA EM
Atualmente, não há exames de sangue específicos, técnicas de imagem ou mesmo testes genéticos que possam, por si só, deter-minar se a pessoa tem EM ou pode vir a tê-la no futuro. Dessa forma, o diagnóstico é clínico, feito com base no histórico médico da pessoa, na avaliação dos sintomas percebidos e referidos pelo indivíduo, e na existência de sinais neurológicos detectados pelo médico durante o exame.
A maioria dos portadores de EM morre de "causas naturais", como por exemplo, ataques do coração, derrames ou câncer. A morte causada diretamente pelas placas de EM é muito incomum.
Apesar de não ter cura, a doença deve ser tratada. A maioria dos pacientes com EM necessita de tratamento contínuo para permitir o melhor desempenho possível (qualidade de vida) aos indivíduos com tais doenças. Isso devido aos sintomas e problemas que aparecem imprevisivelmente. O acompanhamento médico periódico permite o controle dos sintomas.
POR QUE A VOZ DA PESSOA COM ESCLEROSE MÚLTIPLA NÃO SOA COMO ANTES?
O tom de voz é, em grande parte, determinado pelo modo como suas cordas vocais funcionam. A EM pode causar espasticidade, fraqueza, lentidão e incoordenação de qualquer grupo muscular. As cordas vocais são músculos e, consequentemente, podem sofrer essas modificações. Isso pode ocorrer temporariamente, durante as exarcerbações da EM e durante a progressão da doença. Os tipos de problemas de voz (disfonias) característicos da EM incluem aspereza, rouquidão, falta de ar e hipernasalidade.
JORNAL VIVER BEM SAÙDE

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