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Quando o corpo está viciado em álcool
Atualizado em 17/02/09 - 17h51

A dependência de álcool acomete de 10% a 12% da população brasileira, sendo a incidência de alcoolismo maior entre os homens do que entre as mulheres.
TAMANHO DO TEXTO 
O alcoolismo é responsável por cerca de 60% dos acidentes de trânsito e aparece em 70% dos laudos cadavéricos das mortes violentas. De acordo com pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), entre estudantes dos ensinos fundamental e médio de 10 capitais brasileiras, as bebidas alcoólicas são consumidas por mais de 65% dos entrevistados, estando bem à frente do tabaco. Dentre esses, 50% iniciaram o uso entre os 10 e 12 anos de idade.

Os efeitos do álcool no organismo são diversos. Quando o uso é prolongado podem ocorrer doenças do fígado, coração e do sistema digestivo. Observase ainda a perda de apetite, deficiências vitamínicas, impotência sexual ou irregularidades do ciclo menstrual.

Existem pessoas que, de tão viciada, não conseguem mais ficar sem a bebida. A cessação da ingestão crônica de álcool ou sua redução pode levar ao aparecimento de um conjunto de sinais e sintomas de desconforto, que são definidos como Síndrome de Abstinência do Álcool (SAA), que aparece quando há remoção do álcool.
Cerca de 70 a 90% dos dependentes apresentam uma SAA leve e moderada, caracterizada por tremores, insônia, agitação e inquietação psicomotora. Ela se dá cerca de 24 a 36 horas após a última dose. Já, 5% dos dependentes apresentarão uma síndrome de abstinência grave.

A SAA dura em média de 7 a 10 dias. O sintoma de abstinência mais comum é o tremor, acompanhado de irritabilidade, náuseas e vômitos. Ele tem intensidade variável e aparece algumas horas após a diminuição ou parada da ingestão, mais observados no período da manhã. Acompanham os tremores a hiperatividade autonômica, desenvolvendose taquicardia, aumento da pressão arterial, sudorese, hipotensão e febre moderada.

A SAA aparece nas primeiras 24 horas após a última dose. Instalase em 90% dos pacientes e apresenta agitação, ansiedade, tremores nas extremidades, alteração do sono, do humor, do relacionamento interpessoal, do apetite, sudorese em surtos, aumento da freqüência cardíaca, pulso e temperatura. Alucinações são raras.

A forma grave da Síndrome de Abstinência caracterizase por tremores generalizados, com alucinações auditivas e visuais e desorientação no tempo e no espaço. Em um estágio ainda mais grave chegam ao Delirium Tremens, após 72 horas da última dose.

O tratamento está condicionado à gravidade da SAA. As consultas devem ser frequentes. Tanto o paciente como sua família devem ser orientados sobre a doença e a necessidade de buscarem uma sala de emergência caso haja agravamento clínico. Nestes casos, os familiares devem levar o paciente a um hospital.


Sintomas que se observam são:


Doses até 99mg/dl
Sensação de calor/rubor facial, prejuízo de julgamento, diminuição da inibição, coordenação reduzida e euforia.

Doses entre 100 e 199mg/dl
Aumento do prejuízo do julgamento, humor instável, diminuição da atenção, diminuição dos reflexos e perda da coordenação motora.

Doses entre 200 e 299mg/dl
Fala arrastada, visão dupla, prejuízo de memória e da capacidade de concentração, diminuição de resposta a estímulos, vômitos.

Doses entre 300 e 399mg/dl
Anestesia, lapsos de memória, sonolência.

Doses maiores de 400mg/dl
Insuficiência respiratória, coma, morte. 
 

JORNAL VIVER BEM SAÙDE
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Flavio
Data: 27/02/09 - 16h56
Muito triste, conheço uma pessoa que bebe todos os dias e nao admite ser alcoolatra. Talvez pelo fato da bebida ser liberada, ela nao ve o seu vício como algo natural. Uma cervejinha no final de semana é muito bom. Só não pode ser costume. rotina.



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